
Consórcio não tem juros, mas tem custos. Entenda a taxa de administração, o fundo de reserva, o seguro e a correção da carta para comparar planos.
Consórcio não tem juros. Mas isso não quer dizer que seja de graça. O custo do consórcio está principalmente na taxa de administração, e, junto com ela, em alguns outros itens que aparecem no contrato. Saber ler esses custos é o que permite comparar planos de forma justa.
O que é a taxa de administração
É a remuneração da administradora pelo trabalho de organizar e gerir o grupo: formar o grupo, fazer as assembleias, cobrar as parcelas, controlar o caixa e liberar as cartas de crédito.
A taxa é definida como um percentual sobre o valor da carta de crédito e vale para o plano inteiro. Esse percentual é diluído nas parcelas ao longo de todo o prazo.
Por que olhar a taxa total, e não a mensal
Algumas ofertas apresentam a taxa “ao mês” ou “ao ano”. Isso pode confundir. O que importa é a taxa total do plano, ou seja, quanto você vai pagar à administradora do início ao fim.
Dois planos com a mesma taxa total podem ter parcelas diferentes, dependendo do prazo. E um plano com parcela menor pode sair mais caro no total.
Para comparar, some tudo o que você vai pagar até o fim do plano e compare com o valor da carta. Essa diferença é o custo real do consórcio.
Os outros custos que podem aparecer
Além da taxa de administração, o contrato do grupo pode prever:
Fundo de reserva
É uma pequena contribuição incluída nas parcelas. Serve como proteção do grupo, por exemplo, para cobrir atrasos de pagamento de alguns participantes. Ao fim do grupo, o saldo que sobrar do fundo de reserva costuma ser devolvido aos participantes, conforme o contrato.
Seguro
Muitos grupos incluem um seguro de vida prestamista, que quita o saldo devedor em caso de morte ou, conforme a apólice, de invalidez do consorciado. Em alguns contratos ele é obrigatório; em outros, opcional. O custo entra na parcela.
Taxa de adesão
Algumas administradoras cobram uma taxa no início, que pode ser antecipação da taxa de administração. Pergunte se ela existe e se é descontada do total.
A correção da carta de crédito
A carta de crédito é corrigida periodicamente por um índice definido no contrato. Isso existe para que o crédito acompanhe a variação de preço do bem ao longo do tempo.
Quando a carta é corrigida, as parcelas também são corrigidas. Não é juro: é atualização do valor do bem. Mas afeta o quanto você paga.
Por isso, ao comparar, verifique:
- Qual índice corrige a carta;
- Com que frequência acontece a correção;
- Como isso afeta as parcelas antes e depois da contemplação.
Checklist para comparar planos
| O que perguntar | Por que importa |
|---|---|
| Qual a taxa de administração total? | É o principal custo do consórcio |
| Existe taxa de adesão? É descontada? | Pode aumentar o custo inicial |
| Qual o percentual do fundo de reserva? | Entra na parcela, mas pode ser devolvido |
| O seguro é obrigatório? Quanto custa? | Afeta o valor da parcela |
| Qual índice corrige a carta? | Define como a parcela vai variar |
| Qual o valor total pago até o fim? | É o número que permite comparar |
Taxa menor é sempre melhor?
Não necessariamente. A taxa é importante, mas também conta:
- A solidez da administradora, que deve ser autorizada pelo Banco Central;
- O histórico do grupo, como o ritmo de contemplações e o nível dos lances;
- As regras de lance, que influenciam quando você pode receber a carta;
- O atendimento, especialmente na hora da contemplação e da compra.
O consórcio é regido pela Lei 11.795/2008. Um plano um pouco mais caro numa administradora sólida e bem avaliada pode valer mais do que uma taxa baixa numa empresa desconhecida.
Para entender se o consórcio é mesmo a melhor opção para você, leia consórcio ou financiamento.
Como a Contseg ajuda
Montamos a comparação de custo total entre administradoras, com taxa, fundo de reserva, seguro e correção lado a lado, para você escolher sabendo exatamente o que vai pagar. Veja mais na página de consórcio.